Desvendando a Pulorose.

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Mensagem por UNIVERSO DOS CANÁRIOS em Qui 04 Jul 2013, 21:01

ESPECIAL CHECKUP NO PLANTEL

Desvendando a Pulorose, um mal que não podemos deixar adentrar em nossos criatórios

Vamos falar sobre a importância das Salmoneloses na criação de nossas aves. Na edição anterior fizemos um apanhado geral sobre as Salmonelas: quem são as Salmonelas, suas características, como se disseminam e o diagnóstico. A partir deste número, vamos falar pontualmente dos três tipos de doenças que as Salmonelas podem causar: Pulorose, Tifo Aviário e o Paratifo Aviário. A bola da vez é a Salmonella entérica Pullorum que causa uma doença chamada de Pulorose ou diarreia branca, uma boa leitura a todos. A Pulorose é a infecção causada pela bactéria Salmonella Pullorum que acomete aves, especialmente as jovens, especialmente entre os 14 e 21 dias do nascimento, provocando elevada mortalidade das mesmas. Raramente pode causar a morte de aves adultas. Seu hospedeiro natural são as galinhas, mas também já foi encontrada infectando perus, faisões, aves silvestres, pardais, periquitos, pombos, canários, avestruzes e pavões. Em aves industriais (frangos de corte), devido aos rígidos controles de produção, quase não é encontrado mais a Pulorose nestes animais, porém a presença da Salmonella Pullorum em aves de estimação ainda é grande em todo o mundo. A forma de transmissão mais importante é a transovariana (transmissão vertical). Nesta modalidade a bactéria infecta o oviduto da fêmea e se dissemina através do ovo durante meses. Também existem outras formas de transmissão, como pelas fezes, alimentos, água e ambientes contaminados, e também, de forma mecânica, através de pessoas, animais de estimação, roedores e insetos que adentram ao criadouro. Os sintomas mais evidentes incluem sonolência, apatia, encorujamento com penas eriçadas, fraqueza e diarreia de coloração branca. Porém, dependo da relação entre o estado imune das aves e a infecção pela Salmonela, pode ocorrer morte súbita no plantel sem o aparecimento de nenhum dos sintomas citados acima. As aves adultas que tem um sistema imune mais desenvolvido, quando infectadas, normalmente não apresentam os sinais clínicos, sendo que a manifestação da infecção por Pulorose pode incluir queda na produção de ovos, redução da fertilidade e diminuição da produção de filhotes de forma geral. Em certos casos, depressão, perda de apetite, diarreia e desidratação. O grande número de mortes acontece em filhotes entre a segunda e terceira semanas de vida, quase não ocorrendo antes do quinto ao décimo dias de vida. Quando a ave nasce contaminada, a morte pode ocorrer logo após a eclosão do ovo.

Curiosidade:

A Pulorose foi descrita pela primera vez em 1899 pelo pesquisador Leo F. Rettger. Na ocasião ela descreveu a doença como uma diarréia fatal de aves jovens, recebendo mais tarde o nome de diarreia. Durante o século XX, a doença se alastrou por diversos países resultando em mortalidade de até 100% das aves infectadas

Fazendo o diagnóstico:

Exames sorológicos, como a soroaglutinação (rápida e lenta) em tubos de ELISA são utilizados normalmente para identificar a Salmonella Pullorum. No entanto, a identificação por meio de sorologia tem sensibilidade relativamente baixa, além do transporte da amostra exigir cuidados especiais, o que acaba dificultando o envio de amostras para os laboratórios que utilizam esta metodologia e que estejam em localidades distantes do plantel. A detecção molecular (através de DNA, utilizando o PCR) destas bactérias, por outro lado, é uma técnica altamente sensível e específica, além de ser mais tolerante ao manuseio e aos meios de transporte. Prevenção e Tratamento O tratamento pode diminuir a mortalidade das aves, mas estas ontinuarão a ser portadoras do agente. Dentre os medicamentos utilizados, estão: ulfonamidas, nitrofuranos, cloranfenicol, enrofloxacina, clortetraciclina e apramicina. O controle e profilaxia da pulorose são as atitudes mais recomentadas. As Salmonelas são bactérias que podem durar bastante tempo no ambiente, mas por outro lado são bastante sensíveis a maioria dos desinfetantes, então uma boa limpeza, desinfecção periódica, controle de insetos, roedores e monitoramento de pássaros que adentram ao plantel são ações que podem nos auxiliar grandemente a deixar a Salmonella Pullorum longe de nossas aves.



Fonte : Artigo publicado no Faceboock pelo grupo
São Camilo Biotecnologia - Medicina Diagnóstica
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