Sacos aéreos das aves

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Botão em Curso Sacos aéreos das aves

Mensagem por MARTÍN em Ter 17 Fev 2015, 13:04

Os sacos aéreos são importante para as aves pois, assim as mesmas podem cantar para nós auxilia no voo, etc...Mas, tb são rersponsáveis por terem uma via aérea complicada suscetiveis a doenças infecciosas, parasitarias, etc....

Sacos aéreos das aves



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O sistema de sacos aéreos (SA) funciona em conjunto com o sistema respiratório (por isso a respiração em aves é diferente dos outros grupos de tetrápodes). Ainda os SA têm função de diminuir a densidade do animal, facilitando o vôo e a natação (no caso de aves que mergulham).

Os pulmões das aves são rígidos e com volume fixo, enquanto que os SA são complacentes. Os pulmões atuam como um local de trocas gasosas do sistema respiratório. Os SA grandes de paredes finas originam-se de alguns brônquios secundários. Os SA cervicais, claviculares e torácicos craniais conectam-se aos brônquios secundários médio-ventrais, enquanto que os sacos aéreos torácicos caudais e abdominais conectam-se aos brônquios secundários láteroventrais, médiodorsais e aos brônquios primários intrapulmonares. Todos os sacos aéreos são pares, exceto o clavicular; nas galinhas, patos, pombos e perus, há um total de nove sacos aéreos.

Os divertículos surgem de muitos sacos aéreos e penetram em alguns ossos. O divertículo supraumeral do SA clavicular estende-se dentro dos ossos, e é possível para a ave ventilar seu pulmão através de um úmero quebrado. O volume de gás nos SA é aproximadamente 10 vezes maior do que o dos pulmões. Praticamente não ocorrem trocas gasosas nas paredes dos SA.

Durante a inspiração, o volume corporal (torácico e abdominal) aumenta, o que diminui a pressão nos SA em relação à da atmosfera e o gás desloca-se através dos pulmões para dentro dos sacos aéreos. Ao contrário, durante a expiração, o volume corporal diminui, a pressão nos SA aumenta em relação à da atmosfera e o gás é forçado para fora dos sacos aéreos e de volta, através dos pulmões, para o meio ambiente. Assim, o gás flui através dos pulmões da ave durante ambas as fases do ciclo respiratório.

O tamanho dos SA ira variar entre a inspiração (aumenta) e expiração (diminui). A arquitetura pulmonar ficara mais evidenciada na inspiração. Doenças do SA podem causar uma aparência em forma de barril do tórax.

Em algumas aves mergulhadoras os SA torácicos caudais são bem maiores que de outras espécies. Acredita-se que isso e uma adaptação para aumentar o requerimento de ar enquanto a ave esta mergulhando.



Descrição Breve da Anatomia dos SA na Galinha:


Cervical: compreende uma câmara principal e divertículos. A câmara principal se estende da décima segunda vértebra cervical até a terceira vértebra torácica.

Clavicular: a maior parte do AS clavicular não tem localização intratorácica, mas situa-se na base do pescoço, entre o nível da articulação do ombro e a abertura cranial do tórax, em extenso contato com o osso coracóide e seus músculos.

Torácico cranial: corresponde a um par de cavidades, aproximadamente simétricas, relativamente simples e com formato de almofada. Cada saco está situado entre a membrana sacopleural e a membrana sacoperitoneal.

Torácico caudal: corresponde a um par de AS pequenos, achatados, com o formato de orelha, mais ou menos simétricos e bem menores que os AS torácicos craniais.

Abdominal: os corpos dos AS abdominais se estendem, quando cheios, dos pulmões a cloaca, atingindo da sexta vértebra torácica, cranialmente, ate a ultima vértebra sacral, caudalmente.

Ligações dos AS aos pulmões: o termo óstio foi dado à área geral onde um saco se liga ao pulmão. A maioria dos óstios esta localizada ao longo da borda ventrolateral do pulmão. Essencialmente cada AS possui: uma única ligação direta para um dos brônquios principais e quatro a seis ligações indiretas para os parabrônquios , muitas vezes denominados de brônquios recorrentes.


Referências
GETTY, R. Anatomia dos Animais Domésticos. Editora Guanabara, Rio de Janeiro, 1986. 2000p.
RITCHIE, B.; HARRISON, G.; HARRISON, L. Avian Medicine: Principles and Application. Wingers Publishing, Lake Worth, Florida, 1994. 1407p.
RUPLEY, A. Manual de Clínica Aviária. Editora Roca LTDA, São Paulo, 1999. 582p.
SWENSSON, M. Dukes / Fisiologia dos Animais Domésticos. Editora Guanabara, Rio de Janeiro, 1988. 799p.


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