A planta que Deus não criou.

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Botão em Curso A planta que Deus não criou.

Mensagem por MARTÍN em Qui 13 Ago 2015, 17:55

A planta que Deus não criou.


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Colza é uma planta da família das brássicas - Brassica campestris. Portanto, como já foi escrito acima, a colza é um 'tipo' de mostarda que foi ou é a mesma planta utilizada para a produção do agente mostarda, gás letal usado de forma perversa nas últimas Guerras Mundiais. Repito para que você não esqueça a sua origem!

O óleo de colza é muito utilizado como substrato de óleos lubrificantes, sabões e combustíveis, sendo considerado venenoso para coisas vivas: eficiente repelente (bem diluído) de pragas em jardins. Ou seja, é um potente agrotóxico (veja a imagem da embalagem abaixo). Este poder tóxico é proporcionado pela alta quantidade de ácido erúcico contido no óleo.

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O óleo de colza tem sido usado de forma alimentar no Extremo Oriente, na forma não refinada, e contrabalançada com uma dieta rica em gordura insaturada, o que evitaria seus graves efeitos tóxicos.

Mas tem mais. Como é lógico presumir, a Monsanto (multinacional de agricultura e biotecnologia, líder na produção de sementes geneticamente modificadas – os Transgênicos, da soja DNA transgênico “Roundup ready” e do herbicida glifosato, vendido sob a marca “Roundup”, ver imagem acima) também está envolvida, e fez modificações genéticas na colza, para que se tornasse resistente às altas dosagens do agrotóxico Roundup (usado virtualmente em todas as culturas graneleiras, em todo o mundo).
Além da questão do Roundup, o óleo ainda é aquecido a mais de 300º C, como forma de retirar o terrível odor que possui. É válido lembrar, que óleos processados passam por outros processos como a degumação, acidulação, clarificação, extração química a base de solventes; todas técnicas que viabilizam uma produção industrial, de algo que faz mal a nossa saúde.

No entanto, no ocidente, o objetivo era produzir um óleo com pouca gordura poliinsaturada, e boa quantia de ácido oléico e ômega-3. O óleo de oliva tem estes predicados, mas sua produção em larga escala é dispendiosa.
Aí entram em cena empresas de 'ótimas intenções', como a Monsanto (como foi explicitado acima) e produz uma variação transgênica da colza.

Para evitar problemas de marketing, usa o nome CAN - OLA ( “Canadian low oil”, ou óleo canadense). Isto mesmo: CANOLA é absolutamente transgênica.

Sua comparação aos benefícios do óleo de oliva não passa de uma estratégia de venda: o óleo de oliva é bem mais caro, mas o de canola é mais caro do que os outros óleos que estão no mercado, apesar de ser de produção baratíssima! Bom negócio, enfim.
Mesmo assim, vou explicar técnica e nutricionalmente, a diferença entre o óleo de canola e de oliva extra virgem.

O óleo de canola é monoinsaturado, o que significa que nesse aspecto, é semelhante ao azeite de oliva e mais barato; e é justamente nesse ponto que há a ênfase de marketing. Mas as semelhanças param por aí, já que o azeite de oliva extra virgem real não é processado, nem contém ácidos graxos transgênicos e tóxicos, ou outros componentes geneticamente modificados. Em termos de óleos para consumo humano, o óleo de canola contém os índices mais baixos de ácidos graxos essenciais, e são justamente tais ácidos que oferecem os maiores benefícios para a saúde.

Não se esqueça que, os ácidos graxos essenciais são responsáveis por produção de energia, aumento de metabolismo, aumento de crescimento muscular, transporte de oxigênio, crescimento normal celular, funções nervosas e regulação hormonal, e principalmente, auxiliam na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim LDL.

Depois de muitos anos foi vinculada na imprensa, uma série de estudos não divulgados anteriormente, demonstrando a nocividade do óleo de canola.
Um exemplo foi o estudo feito a partir de criadores de porcos, que achando que a ração à base de óleo de canola na fórmula, fosse a mais adequada para sua criação, passaram a só alimentá-los com este tipo de ração. Após alguns meses, muitos criadores se surpreenderam negativamente, já que esta ração acarretou uma perigosa redução de vitamina E, e as plaquetas sanguíneas dos suínos se tornaram mais rígidas, impedindo o fluxo sanguíneo. Muitos ficaram severamente doentes.

O óleo de canola está longe de ser tão salutar assim como se alardeia. Produz déficit de vitamina E, que é um antioxidante natural. Observem que, os alimentos feitos com canola embolaram mais rapidamente.
As pequenas quantidades de ácido erúcico, que ainda persistem na planta alterada (transgênica), continuam sendo tóxicas para o consumo humano (e também de animais, como o caso dos porcos acima), e esta ação tóxica é cumulativa. Existem relatos de inúmeras outras enfermidades ligadas à ingestão e até mesmo a inspiração de vapores de canola (possível vínculo com câncer de pulmão).

Se observar bem, pode deixar um cheiro rançoso nas roupas, pois é facilmente oxidado, e seu processo de refinamento produz as famigeradas gorduras trans (igual problema de muita das margarinas) relacionadas às graves doenças incluindo o câncer, e outras degenerativas.
Outros testes descobriram vários desequilíbrios entre os micronutrientes naturais. Esses desequilíbrios são parte do que a tecnologia faz para criar alimentos-venenos e minar a saúde humana em longo prazo.

A canola também ilustra um jeito de funcionar das megas empresas de biotecnologia, de que tudo podem, desde que o custo seja baixo, e o retorno financeiro seja elevado e garantido, e sem jamais se preocuparem com as consequências.
Bem, se você não queria usar transgênicos sem seu expresso consentimento, mas já usou o óleo de canola, talvez até aconselhado pelo seu cardiologista ou nutricionista, fazer o quê?

Perdemos o direito desta opção quando nos foi retirada toda a informação. Mas se é tão bom assim como se diz, porque não informar tudo a respeito?
Em abril de 2002, nos Estados Unidos, o CFS (Centro de Segurança Alimentar) e o GEFA (Alerta de Alimentos Geneticamente Produzidos) pediram uma investigação criminal contra a “Monsanto” e a “Aventis”, e também contra o Departamento Americano de Agricultura, que haviam permitido o ingresso ilegal de sementes de colza modificada para dentro do território americano, antes da aprovação legal desta importação para produção local.

Aqui no Brasil e nos Estados Unidos tudo funciona meio parecido. A própria liberação da canola no território americano contou com estímulo de US$ 50 milhões do governo Canadense, para que o FDA (órgão regulador) facilitasse seu ingresso na indústria alimentar de lá, mesmo sem os adequados estudos de segurança em humanos.

Enfim, novamente nos defrontamos com uma situação em que a mão do homem subverte o bom senso entre ciência e saúde, ao que parece porque os interesses econômicos são muito mais persuasivos que os interesses dos consumidores. E tudo muito escamoteado ou até protegido por órgãos governamentais, que a priori, deveriam funcionar para servir e proteger o consumidor.

Mas o pior, é que não podemos contar com os meios de informações, que sistematicamente informam o que interesses maiores julgam mais oportuno.
A canola, podemos ter certeza, é uma fração pequena do mundo obscuro do capitalismo científico, que pesquisa fontes de enriquecimento muito mais entusiasticamente do que as verdadeiras fontes de saúde, vida e paz!

Então, não se deixe enganar pela pesada propaganda que acompanha o óleo de canola , nem seu rótulo que apregoa benefícios para o coração com selos de orgãos “competentes”, que nem sabem do que se trata; ou será que sabem?

É bom esclarecer que não é só a Monsanto que produz alimentos transgênicos, existem outras empresas de biotecnologia de alimentos como a Basf, e inclusive, a nossa Embrapa, já criou alimentos geneticamente modificados e faz melhoramentos genéticos constantes. A própria planta “Colza”, de que é retirado o óleo de Canola, é fruto de melhoramentos da Embrapa para a produção nacional.

“No Brasil, desde de 2007, se cultiva apenas canola de primavera, da espécie Brassica napus L. variação “oleifera”, que foi desenvolvida por melhoramento genético convencional da colza (variação transgênica produzida pela Multinacioal de Alimentos Monsanto), grão que apresentava teores mais elevados de ácido erúcico e de glucosinolatos. Na Embrapa Trigo as pesquisas e experiências com a produção e uso de óleo de colza já passou pelo combustível, no final dos anos 1990 retomou-se a pesquisa com essas culturas, exclusivamente com o padrão canola. Atualmente, com a demanda pelos biocombustíveis, essa cultura conta com um novo incentivo de produção. Este “Sistema de Produção” é mais um resultado do esforço que a equipe de pesquisadores da Embrapa Trigo vem realizando em favor do desenvolvimento da cultura de canola no país.” (Informação fornecida Gilberto R. Cunha ex-Chefe-Geral da Embrapa Trigo)

Portanto, “Colza” é uma planta transgênica, produzida pela multinacional Monsanto, e por isso o título do texto “ A planta que Deus não criou”. Muitos países, ainda pagam royalties à Monsanto pela comercialização de seus derivados, como o óleo do Canola.

Os alimentos geneticamente modificados não têm mais de 30 anos de exploração efetiva, como então, atestar que não causem doenças, malefícios ou desordens orgânicas?

O que já foi comprovado e podemos afirmar in loco é o dano ao meio ambiente. Pequenos insetos, muito importantes para o ecossistema, inclusive abelhas, desaparecem durante e após as lavouras de sementes geneticamente modificadas. E o que dizer da perda da biodiversidade de grãos, sementes e frutos, ao se priorizar a monocultura do arroz, da soja, do milho transgênico, etc.

E a questão sócio-econômica? As grandes empresas de biotecnologia como a Monsanto, Basf, etc., cobram royalties que muitos países pobres não podem pagar, e acabam se endividando e se tornando co-dependentes destas multinacionais. Os pequenos agricultores ficam à mercê do preço estipulado dos grãos e sementes de poucas empresas de transgênicos, e não tem outra opção de compra. É o oligopólio em franca expansão! E ainda, a competição desleal com pequenos grupos de agricultores familiares, que são facilmente “engolidos” pelos preços competitivos das multinacionais de transgênicos. Estas famílias de pequenos agricultores são de suma importância para evitar o inchaço das cidades, pois fixam o homem no campo, e ajudam na conservação ambiental, já que seu “ganha pão” depende de sua terra, e farão o possível para o cultivo sustentável e preservação.


Com as informações colocadas neste artigos eu pergunto aos amigos criadores de passaros......"A COLZA É IMPORTANTE OU VILA NA ALIMENTAÇÃO DE NOSSOS CANÁRIOS?"



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Botão em Curso Re: A planta que Deus não criou.

Mensagem por CRIADOURO GOUVEIA em Sex 14 Ago 2015, 08:29

É , EU SEMPRE DEI UMA MISTURA DE SEMENTES ONDE ENCONTRA-SE PRESENTE A COLZA , A ANOS CRIANDO COM O USO DA MESMA SEM NOTAR NENHUM PREJUÍZO A CRIAÇÃO , MAS AGORA COM ESSE RELATAR E ALGUNS VÍDEOS E REPORTAGENS QUE COMECEI A NOTAR NA WEB FICO A REFLETIR , SERÁ QUE NÃO HOUVE NENHUMA ALTERAÇÃO MESMO ???  SERÁ QUE SE NÃO TIVESSE USADO A SEMENTE A LONGEVIDADE OU ALGUNS PROBLEMAS SURGIDOS NA CRIAÇÃO PODERIAM SER EVITADOS ???
 
 
ONTEM PROCUREI INFORMAÇÕES EM SITES QUE COMERCIALIZAM A COLZA  PARA AVES ,O ANÚNCIO SEMPRE ME PARECE ATRATIVO :
 
“Grão rico em proteína e extrato etéreo (óleos), de sabor um pouco amargo. É o mais importante grão numa mistura para canários, pois seu elevado teor de extrato etéreo promove uma excelente saúde e um canto melodioso. Alimentação de canários do reino.
Ótima para o desenvolvimento da glândula tireóide, músculos, penas, vísceras, tendões, possui ainda hidrato de carbono e vitaminas.
Pode levar à adiposidade, se usado em demasia.
 
AGORA AQUELE DILEMA , EM QUEM ACREDITAR ...... A COLZA FOI DE MOCINHO A VILÃO EM SEGUNDOS DE LEITURA  , EU AINDA CONTINUO OFERTANDO A COLZA A MINHAS AVES MAS AGORA FICA AQUELA PULGUINHA ATRÁS DA ORELHA , E VOCÊS AMIGOS O QUE ACHAM ????


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Botão em Curso Re: A planta que Deus não criou.

Mensagem por ROGÉRIO QUEIROZ em Sab 15 Ago 2015, 16:35

Eu já vi nos meus 20 anos de Indústria Farmacêutica muitas substâncias irem de heróis a mocinhos e vice e versa muitas vezes.

Um outro exemplo é o ovo, já foi mocinho, já foi vilão e se nada mudou hoje é mocinho de novo.

Há muita especulação e interesses envolvidos em tudo, e temos que tomar cuidado com o que lemos.

E temos que considerar também um outro fator, o organismo dos pássaros é bem diferente do humano. Tanto que eles consomem muitas frutas e ervas que para nós são tóxicas.

Eu da minha parte vou continuar a oferecer a colza aos meus pássaros, deu certo até hoje,rsrs.


Abraços,


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Botão em Curso Re: A planta que Deus não criou.

Mensagem por José Carlos Pereira em Sab 15 Ago 2015, 18:18

São produzidas quantidades enormes de trabalhos científicos e pseudo científicos no mundo todo. Há até revistas que, sendo pagas, publicam. Como disse o Rogério e eu apoio, há produtos que são heróis de manhã, vilões à tarde e voltam a heróis à noite. Geralmente na dependência dos interesses comerciais.

Praticamente todos elementos capazes de produção enorme de alimentos surgiram por modificações genéticas. Comparem um porquinho piá de fundo de quintal com um landrace ou um large white. Um zebuíno que anda tranquilamente pelas ruas indianas nada tem a ver com os nelores com carcaças enormes e carnosas. Mesmo nossos canários sofreram e sofrem modificações genéticas substanciais. E daí, também não foram criados por Deus?

Sem falar em nós próprios, muito diferentes daqueles que andavam de quatro e metiam o tacape nas cabeças das mulheres para conquistá-las. Hoje usamos as técnicas dos chavecos e galanteios, embora ainda existam trogloditas.
Enfim, melhor mesmo fazer os ditos pelo Rogério e pelo Gouveia, saber filtrar bem.

O problema com o ovo foi o caso mais sugestivo dos vários interesses envolvidos e teríamos que volver ao aumento exagerado dos preços das carnes, nos States, há dezenas de anos.
Assunto para mais de metro.

JC
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Botão em Curso A Planta que Deus não criou.

Mensagem por DAVI COUTINHO em Sab 15 Ago 2015, 21:10

Boa noite amigos do Universo dos Canários!

Independente do que estamos lendo agora, li um artigo sobre a toxidade da colza de um pesquisador francês nos anos 90, e de lá para cá fiquei de olho nos resultados obtidos com a administração desta semente, e na minha criação já substituí pelo nabão que tem melhores nutrientes sem o problema da toxidade, que independente de estarmos ou não de acordo com o artigo inicialmente postado sua toxidade é de conhecimento notório entre os pesquisadores do assunto.

Algumas experiências com a colza: Há uns cinco anos fui chamado para orientar um criador de canarios de canto clássico que tinha adquirido um grande plantel, uns 500 canários, e estavam morrendo todos. Quando cheguei ao local, um criadouro impecável com tudo de primeira linha, notei que a alimentação dos harzer roller era a base de 50% de alpiste e 50% de colza. Perguntei porque não dava a eles a mesma mistura que dava para os de cor e porte, então o criador me disse que fora orientado a alimentá-los assim. Ao examinar a barriga dos mais ou menos 100 canários que haviam restado pude observar que no mínimo 30% estavam com o fígado definitivamente comprometido. Separei todos que estavam neste estado e orientei que desse uma verdura chamada DENTE DE LEÃO, e alpiste puro a todos. O resultado foi que conseguimos salvar oitenta e poucos canários. Neste caso a quantidade de colza misturada era absurda mesmo.

No meu criadouro, este ano, resolvi dar algumas sementes misturadas com a farinhada CC2030 porque os canários não estavam comendo mais, não havia meio que fizesse eles comerem esta farinhada. As principais sementes que coloquei na mistura foi colza e níger porque independente de ser tóxica ou não os canários gostam muito dela. A partir daí começaram a morrer canários com o fígado comprometido, peito seco e barriga inchada. Retirei a colza da mistura (tem uns oito quilos encostados aqui em casa) e estou vendo os canários ganharem barriga de atleta novamente.

Os criadores antigos diziam que a colza não podia ultrapassar os 10% na mistura de sementes por causa da sua toxidade. Mas o problema é que alguns canários comem a mistura seletivamente de acordo com sua preferencia, e aí não da para controlar. 
O melhor ano de criação de canários de toda minha vida foi 2007, morava na cidade de Venda Nova do Imigrante ES e só tinha acesso ao alpiste de melhor qualidade, que vinha pelo porto de Vitória, as outras sementes simplesmente não dava para usar. Então criei os canários só com alpiste, ovo e folhas de couve orgânicas do sítio, com uma farinhada simples que comprava na capital. Foram 110 filhotes nascidos vivos e só quatro mortos no primeiro ano de vida.

É lógico que há controvérsias e tem muitos outros fatores em jogo, mas uma coisa é certa, está ocorrendo uma diminuição drástica na longevidade de nossos canários, hoje um canário de 2011 (quatro anos) é considerado um pássaro velho. Mas como disseram nossos amigos, temos que filtrar bem o que lemos, por causa da informação e desinformação corrente;  e concordo com o Sandro, sempre fica aquela pulguinha atrás da orelha rsrs.
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Botão em Curso Re: A planta que Deus não criou.

Mensagem por Luiz Carlos M Ribeiro em Sab 22 Ago 2015, 18:03

Boa tarde amigos.

Minha experiencia com canários é pequena porém, gostaria de relatar as experiências vividas com meu pai e meu irmão que adoravam criar pássaros, tanto silvestres como canários belga. Me lembro que não havia muitas opções de alimentação para as aves como há hoje e aquelas aves viviam muitos anos em cativeiro, sempre acima dos 8 anos, tanto canários que na época chegavam aos 10 , 15 anos, como também silvestres que chegaram aos 20 anos de idade. 
A alimentação básica era o alpiste, às vezes com um pouco de painço. Meu pai dizia que painço demais inchava os pássaros. Pura crendice. Existem populações de humanos e aves que se alimentam dessa semente e a têm como base de sustento no norte da África.
Hoje nos deparamos com um sem número de opções para alimentar as aves e isso me faz refletir, comparando com o que era praticado nos anos 1950 e 1960. Acho que o velho e bom alpiste ainda é o carro chefe do cardápio dos pássaros em cativeiro.
É  claro que as tecnologias não existiam e isso limitava a alimentação, tanto dos pássaros como a humana, por isso há de se comedido ao usar um alimento ou não usar.
Pelo que se lê no artigo acima conclui-se que essa semente é prejudicial tanto para os pássaros como para o ser humano, porém estamos aqui batendo palmas e felizes em poder comprar uma garrafa de óleo de colza que é bem mais caro que o óleo de soja. Porque é mais chique usar colza? O médico recomendou? Baseado em que?
Assim, como relatou o amigo Davi Coutinho, penso que seria melhor não administrar a semente de colza aos pássaros.
Dizem que arroz com feijão não mata ninguém e ainda sustenta. 
Sabemos que existem políticas ambientalistas favoráveis e contra os transgênicos. Qual delas seguir? 
Bom senso na alimentação dos nossos pássaros seria de bom alvitre. 

Boa criação a todos.
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Luiz Carlos M Ribeiro
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