OS CANÁRIOS VISTOS ATRAVÉS DA FILATELIA

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Mensagem por UNIVERSO DOS CANÁRIOS em Qui 04 Jul 2013, 21:59


OS CANÁRIOS VISTOS ATRAVÉS DA FILATELIA

Antes de entrar no estudo propriamente dito sobre os canários, pretendo
explicar que a ciência que estuda a estrutura, os costumes, os seus
habitats e a distribuição geográfica dos animais, chama-se "zoologia".
Dentro da zoologia existem estudos muito específicos sobre determinados
animais. No caso das aves, a área que se dedica ao estudo específico
destas espécies dá-se o nome de "Ornitologia". Dentro da ornitologia,
existe uma área de estudo relacionado exclusivamente sobre a criação de
canários de cativeiro. A essa ciência de estudo dá-se o nome de
"Canaricultura".


Segundo vários
artigos escritos por diversos ornitologistas, o canário teve a sua
origem por volta de 1402, nas Ilhas Canárias, na Costa Africana. A
origem do nome das Ilhas Canárias, nada teve a ver com esta ave, pois os
Romanos davam-lhe o nome de "Ilhas dos cães", por serem habitadas por
um tipo de raça de cães. A palavra canário deriva do latim "canis" que
tem o significado de cão. Após a descoberta da Ilha das Canárias no
século XV, os Espanhóis levaram alguns exemplares, e os primeiros
criadores de canários eram os frades, que durante muito tempo tinham o
monopólio destas aves pois só vendiam para o estrangeiro os machos, para
assim poderem manter as raças em Espanha. Mais tarde no século XVII os
Italianos conseguiram arranjar algumas fêmeas em Espanha, propagando-se
assim esta raça pelo mundo inteiro. Os canários domésticos não são
encontrados na natureza, sendo fruto do cruzamento do canário selvagem
com outras espécies de tentilhões. Após estes cruzamentos, são
conseguidas várias mutações.


Independentemente
do canário doméstico (serinus canaria), existe outra espécie de
canários procedentes da América do Sul, chamado canário da terra
(Sicalis flaveola). Estas aves começaram a ser criadas como animais de
estimação desde o início do século XV, até aos nossos dias. Com o
decorrer do tempo, tem havido uma série de cruzamentos com diversas
raças, o que tem dado origem a várias mutações. No caso dos Ingleses,
após terem feitos diversas experiências criaram diversas raças como por
exemplo: Norwich, o Yorkshire e o Gloster. No caso dos Franceses e
Italianos dedicaram-se a outro tipo de raças, especificamente
relacionadas com o aspecto do canto, e da cor, sendo conhecidos cerca de
300 cores de canários em todo o mundo. Dos vários autores que
escreveram sobre canários, é de destacar um artigo escrito por Korad
Gessner em 1555, que segundo se consta foi o primeiro artigo escrito
sobre canários, a que ele designava como "pássaros do açúcar", pois
pensava que estas espécies se alimentavam das folhas e colmos da planta
"cana-de-açúcar". Os naturalistas Bolle e Humboldt, também escreveram e
fizeram diversos estudos muito minuciosos sobre os canários. Maia tarde
em 1622 o escritor Pietro Olina, escreveu uma obra aonde relatava que um
barco espanhol transportava diversas mercadorias proveniente das ilhas
Canárias, tendo-se naufragado próximo da Ilha Elba, na Costa Italiana.
Dentro dessas mercadorias que eram transportadas no navio, há que
destacar um grande número de aves, especificamente canários. Essas aves
instalaram-se nessa ilha e cruzaram-se com outras espécies indignas,
dando origem a uma nova raça, a que os Italianos classificaram como
"venturone", (serinus cittrinella). Dentro da criação dos canários
existem actualmente três grandes grupos divididos da seguinte forma:


Canários de cor
Canários de porte
Canários de canto


Estes
grupos, subdividem-se depois em vários tipos de raças com várias cores
de acordo com as diversas mutações. O canário mede cerca de 12 a 14 cm,
variando de raça para raça. O bico é forte, curto e em forma cónica,
próprio para descascar sementes. As patas são finas e os dedos têm
pequenas unhas encurvadas e pontiagudas para se poderem segurar nos
respectivos poleiros. As asas são compridas, e a cauda levemente
bifurcada. O tempo de vida do canário varia entre os 12 a 15 anos. Estas
aves são muito apreciadas pelo seu canto, dado que é muito melodioso.
Dentro destas espécies existem determinadas raças que se consegue
diferenciar o macho da fêmea, mas há raças que é mais difícil,
conseguindo-se através do tamanho da cloaca. Dado que são animais de
cativeiro a sua alimentação é muito selectiva, sendo normalmente à base
de misturas de sementes, papas de ovo, frutas e alguma verdura. A época
de reprodução destas aves varia muito com a parte climática aonde se
encontram, mas normalmente varia entre Março a Junho. Fazem 2 a 3
posturas por ano, pondo em média 3 a 5 ovos, sendo o período da
incubação de 13 dias, feita sempre pela fêmea, sendo alimentada durante
este período pelo macho. O interesse pela ornitologia desenvolveu-se de
tal forma que existem diversas obras quer a nível nacional e
internacional sobre o estudo dos canários (canaricultura).


Filatelicamente, estas aves estão bem representadas a nível mundial, conforme alguns exemplares que aqui são demonstrados.

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